sábado, 26 de março de 2016

Giriando por aí

Vinha eu no caminho para casa, carregando duas sacolas do super, (bem pesadinhas por sinal) quando de repente alcancei um grupo de adolescentes que vinham mais na frente, e sem querer querendo, comecei a ouvir o assunto.

Eles vinham conversando sobre a camiseta da formatura e uma das meninas disse que achou a camiseta muito legal, "muito show" e o menino que era um dos formandos disse:


_ "Eu achei muito fraun", nesse momento me senti descendo a lomba para ir pra casa depois de uma manhã de aula, lá nos meus tempos de estudante. 


Gente essa gíria é do meu tempo(agora assinei meu atestado de trintona), mas é verdade, no meu tempo a galera falava muito essa gíria do fraun, vocês sabem o que é fraun? Fraun é algo que ficou muito nada a ver, assim sem graça, muito "chocho".


Comecei a pensar então que as gírias estão sempre por aí, e que volta e meia elas voltam a fazer parte do "dialeto" da tribos.


Eu adoro uma gíria e estou sempre giriando por aí, adoro resgatar aquelas lá "do tempo do epa", e adoro aprender gírias novas, acredito que isso faz parte do movimento dos grupos, criar e recriar velhos hábitos, velhas gírias...

Se a moda pode se dar ao luxo de ir e voltar, a gíria também deve ter o direito de se tornar atemporal, perpassando décadas e se tornado sempre atual, na "crista da onda".
 

Carine Dias Soares
 

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